Como usar o FINAME para viabilizar projetos solares
14 de agosto de 2026· 1 min de leitura· 81 visualizações
Quando o cliente gosta do projeto, mas trava no preço, a conversa muda de engenharia para financiamento. É nesse momento que o FINAME pode deixar de ser apenas uma linha do BNDES e virar uma ferramenta comercial para o integrador. Na prática, ter equipamentos nacionais e credenciados ajuda a abrir uma alternativa de crédito que pode fazer diferença na hora de tirar um projeto do papel.
O BNDES Finame é uma modalidade de financiamento voltada à aquisição e comercialização de máquinas e equipamentos nacionais credenciados. Para o setor solar, existe ainda o BNDES Finame Baixo Carbono, que contempla sistemas geradores fotovoltaicos entre os itens financiáveis. Para entrar nessa modalidade, os produtos precisam ser novos, de fabricação nacional e estar credenciados no Credenciamento Finame (CFI) do BNDES.
FINAME não é desconto no equipamento: é uma alternativa de financiamento que pode destravar o projeto.
Para o integrador, o ponto mais importante é entender que o FINAME não funciona como um simples parcelamento oferecido pelo fornecedor. O cliente precisa procurar uma instituição financeira credenciada, passar pela análise de crédito e seguir o processo definido pelo agente financeiro. A aprovação do financiamento é responsabilidade da instituição financeira, e não da Viener ou do próprio BNDES.
Isso muda a forma de apresentar a oportunidade ao cliente. Em vez de prometer uma condição que ainda depende de aprovação, o integrador pode mostrar que existe uma alternativa de financiamento para equipamentos nacionais credenciados e orientar o cliente sobre os próximos passos. É uma conversa mais segura e, principalmente, mais profissional.
E onde entram os equipamentos? É aí que a especificação do projeto ganha importância. A Viener trabalha com módulos nacionais MINASOL e inversores nacionais LIVOLTEK, duas opções que ajudam o integrador a montar projetos com equipamentos de fabricação nacional e alinhados à lógica do financiamento via FINAME. A MINASOL informa fabricação nacional de seus módulos, enquanto documentos oficiais também registram modelos da marca no sistema de avaliação do Inmetro.
No caso da LIVOLTEK, a operação brasileira possui unidade fabril em Manaus. Em documento técnico do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a empresa aparece com habilitação no FINAME e modelos de inversores com capacidade de produção no país. Isso é relevante porque o integrador não está falando apenas de uma marca internacional com presença comercial no Brasil: existem modelos produzidos localmente que entram na lógica de nacionalização exigida pelo programa.
Agora pense em uma situação comum. Você dimensionou um sistema para um cliente comercial, o projeto está tecnicamente aprovado, mas o investimento inicial ficou acima do que ele pretendia desembolsar. Se existe uma alternativa de financiamento aplicável, você ganha uma nova conversa: em vez de discutir somente “quanto custa o sistema?”, passa a discutir “como esse investimento pode ser estruturado?”. Essa mudança pode ser decisiva para manter o projeto vivo.
Para o integrador, isso significa uma coisa simples: não venda o FINAME como promessa. Venda como possibilidade bem explicada. Se o cliente demonstrar interesse, o próximo passo é verificar o enquadramento do equipamento, identificar um agente financeiro credenciado e entender as condições disponíveis para aquele perfil de comprador.
O FINAME não deve ser tratado como argumento isolado. Ele funciona melhor quando entra na estratégia do projeto desde a especificação: você entende o perfil do cliente, avalia o investimento, verifica quais equipamentos podem ser utilizados, confirma o credenciamento e só então apresenta a possibilidade de financiamento.
Quando equipamento, projeto e crédito conversam entre si, o integrador ganha mais uma ferramenta para transformar orçamento em negócio.
Se você quer avaliar essa possibilidade em um projeto com módulos MINASOL ou inversores LIVOLTEK, fale com nosso time comercial.
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Sobre Bruna Elisa Provenzi
Auxiliar de Financeiro
Bruna tem 19 anos e é estudante de Psicologia. Há 1 ano, faz parte da equipe da Viener, onde atua como auxiliar de financeiro. Ao longo dessa trajetória, vem construindo novos aprendizados e experiências no ambiente profissional, conciliando a rotina de trabalho com a graduação. Gosta de estudar, aprender coisas novas e está sempre em busca de novos conhecimentos. Entre a graduação e a experiência profissional, busca desenvolver novas habilidades e ampliar seus conhecimentos, encarando cada desafio como uma oportunidade de crescimento.


